A proteção dos nossos dados pessoais é tão importante quanto a nossa liberdade e a nossa dignidade – todos estão no rol dos direitos fundamentais da nossa Constituição.

Hoje, no dia Internacional da Proteção de Dados Pessoais, relembramos que proteção de dados não é um tema distante ou restrito ao jurídico, mas está no dia a dia de todos nós, mesmo que passe batido às vezes.

Gosto muito de usar a analogia de que nossos dados pessoais são como peças de um quebra-cabeça em que a imagem final somos nós: cada peça, separado ou em conjunto, nos identifica e nos conta um pouco de quem somos.

E essas peças são necessárias para viabilizar nossa vida em sociedade: compras online, assinatura de contratos, transação de produtos e serviços, contratações, acesso a serviços públicos, identificação e confirmação de identidade… seria possível listar milhares de outros usos para nossas pecinhas.

E sabemos que o uso indevido dessas peças (muitas das quais estão disponíveis publicamente) pode causar vários danos aos seus titulares. E é para isso existe a LGPD: proteger dados para proteger pessoas.

E esse debate ganhou ainda mais relevância no cenário internacional com o reconhecimento, pela União Europeia, da equivalência de proteção entre a LGPD e o GDPR, destacando o Brasil como um país com um arcabouço legal alinhado aos mais altos padrões de proteção de dados.

Não é apenas sobre cumprir uma lei.
É sobre reconhecer que dados pessoais representam parte do que somos e nos compõem.

Nas organizações, públicas ou privadas, essa proteção não se sustenta apenas com documentos, cláusulas ou sistemas – é necessário cultura.

Cultura é o que orienta decisões, define comportamentos e transforma a LGPD em prática diária (e não em uma série de arquivos numa pasta interna).

Empresas maduras e que querem sobreviver à passagem do tempo entendem que agir de acordo com a LGPD não se restringe a evitar multas ou sanções, mas ajuda a abrir mercados, crescer com segurança e aumentar a confiança de seus clientes.

🌿 Plantemos conformidade para colhermos cultura e confiança.